Sejam Bem-Vindos ao Blog MOVIMENTOS SOCIAIS

Integrantes do grupo:

Clébio Tadeu Lucchi; Elaine da Silva Ferraz; Felipe Kosloski
Jornada Favaro; Marcia Baptista Merlo; Marcia Angelo
Marinalva Mendes; Maria Selma de Aguiar; Taísa Vilela Pelissari

sábado, 31 de março de 2012

O Movimento LGBT no Espirito Santo


O Fórum Estadual em Defesa dos Direitos LGBT é um espaço permanente de defesa dos direitos da população com orientação sexual e diversidade de gênero para além da normatividade heterossexual. É uma articulação estadual de entidades governamentais e não governamentais de luta pelos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, acima de distinções religiosas, raciais, ideológicas ou partidárias.  Tem como meta-síntese:
A valorização da diversidade sexual, primando pela autonomia e pela liberdade individual, e a consecução do respeito e da dignidade humana de todas as pessoas, através das condições que favoreçam a conquista da cidadania plena de todos e todas e da conquista dos direitos sexuais e reprodutivos, independente de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero. 

O Fórum Estadual LGBT tem por objetivos:

·        Contribuir para a implementação de políticas públicas para LGBT
·         Combater as diversas formas de homofobia
·         Denunciar as omissões e transgressões
·         Contribuir para o resgate da auto-estima de LGBT
·         Instrumentalizar às famílias quanto a diversidade sexual
·         Levar a discussão sobre a diversidade sexual para as instituições de ensino (da educação básica ao  ensino superior)
·         Conquistar aprovação de leis voltadas para a cidadania LGBT 



terça-feira, 27 de março de 2012

O MOVIMENTO LGBT BRASILEIRO



Tendo sua origem na Europa no final no século passado o Movimento de Defesa dos Homossexuais iniciou a luta a favor da homossexualidade e o reconhecimento dos direitos civis dos homossexuais. Trezentos mil “gays” foram presos durante o nazismo nos campos de concentração e somente após a segunda guerra mundial esse movimento se estruturou na Europa e Estados Unidos se estendendo mundialmente em junho de 1964 quando os gays enfrentaram a perseguição policial durante dias dando origem, em 28 de junho como o Dia Internacional do “Orgulho Gays e lésbico”. O jornal “O Lampião” foi o intercâmbio de comunicação na comunidade homossexual em 1978 e, no ano seguinte, mais precisamente no mês de março, surge em São Paulo o primeiro grupo de homossexuais organizados e em 1980 é realizado o 1º encontro Brasileiro de Homossexuais. Quatro anos depois em Salvador e em 1995 no mês de janeiro foi ma vez do encontro em Curitiba.
Os homossexuais se organizaram em grupos, como o sindicato, para defender a categoria, tendo em vista unir-se em uma só força para a luta contra a discriminação e pressionar o poder público em garantir os direitos de cidadania dos gays, lésbicas, travestis e transexuais intensificando a luta para alcançar basicamente três objetivos do Movimento Brasileiro: lutar contra todas as expressões de homofobia (intolerância à homossexualidade), divulgar informações precisas e positivas sobre a homossexualidade e conscientizar os transexuais, lésbicas, travestis e gays enfatizando a importância de se organizarem em defesa dos direitos de cidadania. 


Além disso, esses grupos se reúnem também para se informarem a respeito dos principais problemas diários de sua comunidade, planejam ações de divulgações de objetivos próprios bem como agir como grupo de apoio no processo individual dos homossexuais individualmente usando a autoestima de cada um expondo as informações e estratégias prevenindo a AIDS e as diversificadas DSTs.


Durante aproximadamente 20 anos o Movimento Homossexual Brasileiro contou com recursos materiais e humanos em escassos, porém alcançou muitas vitórias no reconhecimento dos Direitos Humanos dos gays e lésbicas, inclusive, no ano de 1985 foi concedido através do Conselho Federal de Medicina que no território brasileiro a homossexualidade deixou de ser classificada como “Desvio de Transtorno Sexual”.Cinco anos mais tarde(1990), ficou estipulado nas Leis Orgânicas de 73 municípios e nas constituições dos Estados de Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal a proibição de discriminação sexual.Em 1992 foi publicado no Relatório Anual do departamento de Estado dos Estados Unidos as denúncias de violação dos Direitos Humanos e assassinatos de homossexuais e, em 1995 foi realizada no terreno brasileiro a 17º Conferência da Associação Internacional de Gays e Lésbicas, (ILGA).


A ABGLT promove uma série de mudanças no âmbito legislativo e judicial, orientadas para acabar com diferentes formas de discriminação e violência contra a população LGBT, notadamente os Projetos de Lei 1151/95, de Parcerias Civis, e 122/2006, que criminaliza e homofobia.
As paradas do orgulho LGBT constituem talvez o fenômeno social e político mais inovador do Brasil urbano, unindo protesto e celebração e retomando, desse modo, direito à livre expressão da sexualidade como Direito Humano.



sábado, 10 de dezembro de 2011

VIDEOS RELACIONADOS

PLANO DE AÇÃO - GRUPO 2

Resgate e valorização da cultura afro em Pinheiros

Um dia com a população atendida em maior situação de vulnerabilidade, violação de direitos e população em geral. Para escolha da população alvo será as dos Equipamentos que já atendem violações de direitos, como CREAS, CRAS, Projeto Reviver (Medidas Sócio Educativas em Meio Aberto), Beneficiários do Bolsa Familia e BPC atendidos no CRAS, por serem visivelmente em sua maioria negros e negras.
A ação propõe dois dias de apresentações (dança, teatro, música, cinema) e palestras sobre a cultura negra, pois acreditamos que alguns traços dessa cultura vem se perdendo ao longo dos anos, consequência do racismo velado, diversidade cultural e estereótipos de beleza como o padrão branco da beleza ser superior aos outros.

Nosso objetivo é despertar nas pessoas a consciência da importância da preservação dos valores, costumes e identidades negras (como as músicas, culinária, aparência) escolhemos essa população pois verifica-se que os negros são a maioria dentre esse público atendido uma maioria negra e em maior situação de vulnerabilidade. Sugerimos que para as mulheres seja dada palestra falando da importância de propagar e assumir uma aparência de característica afro (ex: no seminário em Linhares a palestrante falou sobre a campanha: Meu Cabelo não é ruim; Ruim é o preconceito.) Trazer várias mulheres para falarem da aparência e principalmente dos cabelos, pois verifica-se que é muito arraigada a fala e o modo de pensar em relação aos cabelos como: “Meu cabelo não é bom, o seu é..” entre outros conceitos internalizados nessa população que reproduzem o racismo que viveram.

Justificativa

Preservação da cultura negra, principalmente entre esse grupo, pois se esses traços se perderem entre os membros do próprio grupo, fica ainda mais difícil esse resgate e valorização.

Sugestão de parceria
Espaço do Nordeste, devido sua localização nos bairro que se pretende atingir e pelo trabalho sociocultural desenvolvido.
Secretaria Municipal de Assistência através do CRAS, CREAS e entidades de atendimento como Exemplo: (Medidas Sócio Educativas em meio aberto).
Secretaria Municipal de Saúde (agentes de saúde do bairro) para estarem em contato com as famílias de forma mais intimista.

Cronograma 

Jan
Fev.
Mar
Abr.
Maio
Jun.
Jul.
Ago
Set
Out
Nov.
Dez
Elaboração Plano de Ação

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Envio do Plano Banco do Nordeste


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Avaliação do Banco


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Recurso e adaptação (se necessário)





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Contato e convite de profissionais e confirmações






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Análise de gastos e de matérias e recursos necessário






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Divulgação (agentes, carro de som nos bairros, rádios e jornais locais e cartazes)  de 3 a 5 dias antes.










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Dias do Evento (19 e 20 de Novembro) Consciência Negra.










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Avaliação com a Comunidade











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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

PROPAGANDA MACHISTA

Fotos: Fábio Pozzebom/ABr e Divulgação
O Conar (Conselho Nacional de Autoregulação Publicitária) agendou para esta quinta-feira (13) o julgamento do “processo ético 225/11.”
Refere-se a uma representação formulada por Iriny Lopes, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Muheres da Presidência da República.
Datado de 26 de setembro de 2011, o documento da ministra pede que seja retirada do ar propaganda da empresa Hope.
Estrelada pela modelo Gisele Bündchen, a campanha que abespinhou Iriny é composta de três peças. Podem ser assistidas aqui,aqui e aqui.
Em sua representação, cuja íntegra está disponível aqui, a ministra anota:
A publicidade “intima as mulheres brasileiras a fazerem uso de seu ‘charme’ (exposição do corpo e insinuações) para amenizar possíveis reações de seus companheiros frente a incidentes do cotidiano.”
Algo que, a seu juízo, “promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como mero objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para descontruir práticas e pensamentos sexistas.”
Para Iriny, a publicidade, por seu “conteúdo discriminatório contra a mulher”, infringiu o artigo 1da Constituição, que prevê em seu segundo inciso o “respeito à dignidade da pessoa humana.”
Acha que houve afronta também ao artigo 5do texto constitucional, que anota no inciso primeiro: “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.”
De resto, a ministra invoca como fundamento do seu pedido trêsartigos do Código de Ética do Conar: 19, 20 e 21. Rezam o seguinte:
- Artigo 19: Toda atividade publicitária deve caracterizar-se pelo respeito à dignidade da pessoa humana, à intimidade, ao interesse social, às instituições e símbolos nacionais, às autoridades constituídas e ao núcleo familiar.
- Artigo 20: Nenhum anúncio deve favorecer ou estimular qualquer espécie de ofensa ou discriminaçãoo racial, política, religiosa ou de nacionalidade.
- Artigo 21: Os anúncios não devem conter nada que possa induzir a atividades criminosas ou ilegais –ou que pareça favorecer, enaltecer ou estimular tas atividades.
Criado em 1980, o Conar é uma entidade de direito privado que tem como missão “impedir que a publicidade enganosa ou abusiva cause constrangimento ao consumidor ou a empresas.”
O conselho age por iniciativa de seus diretores ou quando provocado por “denúncias de consumidores, autoridades e associados.” A queixa de Iriny encaixa-se no segundo caso.
As denúncias são julgadas por um Conselho de Ética, que confronta as representações com a defesa dos acusados.
O histórico do conselho demonstra que os resultados dos julgamentos costumam ser acatados por empresas e agências publicitárias que assinam os comerciais questionados.
No caso da publicidade de calcinhas e sutiãs da Hope, a representação de Iriny Lopes, seja qual for o resultado, surtiu efeito inverso do pretendido.
A intervenção da ministra produziu uma polêmica que deu ao comercial que se pretende proibir uma visibilidade inaudita.
Concebidas para a televisão, as peças protagonizadas por Gisele correram a internet, ganharam as páginas dos jornais e das revistas.
Ainda que prevaleça no Conar, a ministra já desceu à crônica do anúncio como a maior propagadora do suposto “reforço do estereótipo equivocado da mulher como mero objeto sexual.”
No Planalto, órgão ao qual a secretaria de Iriny está vinculado, a ação da ministra foi recebida com reservas.
Os críticos mais amenos tacham a representação ao Conar de “desnecessária”. Os mais severos qualificam a iniciativa de “desastrosa”.

https://www.youtube.com/watch?v=L8rWxKbrOPA&feature=player_embedded

MACHISMO DAS PROPAGANDAS DE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Em dezembro de 2010, o COMNEGRAS, Centro de Orientação Jurídica e Psicossocial às Mulheres Negras do Observatório Negro (PE), mobilizou ativistas e organizações de mulheres negras para ingressarem com denúncia contra a Schincariol, proprietária da marca de cerveja Devassa, por realizar campanha publicitária de forte conteúdo sexista e racista na sua linha "Devassa Negra".
A partir dessa mobilização, feita também através de internet, foram encaminhadas pelo país diversas denúncias para o Ministério Público Federal em São Paulo, sendo aberto procedimento na Divisão de Tutela Coletiva, coordenado pelo procurador Dr. Jefferson Dias.

Em julho de 2011, foi realizada reunião com a presença de uma representante do COMNEGRAS e dois advogados da Schincariol. Apesar de o Dr. Jefferson Dias não ter considerado a publicidade discriminatória, ficou definido, por acordo, a realização de um encontro entre a equipe de marketing da Schincariol e os movimentos de mulheres, para que fosse apresentada a posição das mulheres em relação às publicidades de cerveja diante desta equipe com o objetivo de avançar algum diálogo que conduza a uma solução do conflito. Serão realizados dois encontros, um em Recife/PE, sob a responsabilidade do Observatório Negro; e outro em São Paulo/SP, pelo Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Com as dificuldades de agendas de ambas as partes, a definição das datas acabou acontecendo apenas hoje à tarde, uma vez que dependíamos da Equipe da Schincariol para definição do local, que é a responsável pela questão financeira do evento. O evento contará, inclusive, com a presença do Diretor de Marketing da Schincariol.

Por todas as razões que conhecemos de sobra, estamos fazendo essa mobilização relâmpago, convocando a toda/os para esse diálogo, inclusive para não arriscarmos nos fragilizar diante da representação da Schincariol, que continua lançando mão de estratégias de enfraquecimento da nossa mobilização.

Em anexo, as propagandas objetos da Ação.

Contamos com a presença de toda/os!!!



DATA: 04 de novembro de 2011



LOCAL: HOTEL SLAVIERO EXECUTIVE JARDINS 



Alameda Campinas, 1435, Jardins, São Paulo/SP



HORÁRIO: das 9:00 ás 13:30 horas